Pequenas doses da sociedade sorvidas por mulheres em uma mesa de bar. Sem moderação.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

José Albano. 40 anos de Fotografia

O evento começava 19:00. Com meia hora de atraso cheguei ao Dragão do Mar. “Onde fica a exposição do Zé Albano?” “Na entrada principal, pela Dom Manoel.” E em poucos minutos, saí dos cinemas e cheguei a mostra fotográfica. Cinqüenta, cem pessoas ou mais cercavam o fotógrafo. Não sou boa de números, mas o local estava abarrotado.

A exposição é o pano de fundo para o lançamento do livro com o mesmo título: “José Albano. 40 anos de Fotografia”. Ela apresenta pequenas resenhas explicando o processo criativo de pouco mais de 100 fotos expostas, escolhidas entre as 180 publicadas na obra literária.

“Zé, posso gravar um pequeno depoimento seu sobre este lançamento”? “Agora não! Estou aqui até dez horas, me persiga”. Foi o que fiz. Não fisicamente, mas percorrendo cerca de vinte ensaios fotográficos exibidos, representando a trajetória do autor.

Primeira Fotografia, Crianças das Américas, Europa, Motociclando, Alternativos, Os Albanitos entre outros ensaios, além do impressionante Emília, no qual Albano se distancia, ao registrar sua filha, que dá nome ao ensaio, partindo dos primeiros anos de vida dela, até o despertar da sua sensualidade e maturidade. Um ensaio sensível e ousado que já dura mais de 30 anos.

_Zé, são dez horas, pode ser agora?
_Agora dá!

LIVRO E EXPOSIÇÃO POR ZÉ ALBANO:
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MAIS INFORMAÇÕES:
O livro inaugura o Projeto Obra em Revista, coordenado pela Terra da Luz Editorial, que publica livros de personalidades da arte contemporânea cearense.
Vendas: Livraria Livro Técnico.

A exposição fica no Dragão do Mar por tempo indeterminado e é gratuita.
Visitas: Terça e quinta de 09:00 às 18:30. Sexta e domingo de 14:00 às 20:30
Informações: (85) 3488.8624

terça-feira, 24 de novembro de 2009

É mulher, mas é negra!

Foto: Divulgação
A ciência anuncia que as mulheres vivem mais. Os motivos são vários. Um estudo feito na Holanda University Medical Centre diz que durante o período menstrual um tal hormônio estradiol é liberado e torna forte o coração das mulheres.

No entanto, o estudo “É mulher, mas é negra”, de Maria Inês da Silva Barbosa, quebra o enunciado científico. De acordo com a pesquisadora, quando a comparação é feita entre homens brancos e mulheres brancas, ou entre homens negros e mulheres negras, a longevidade da mulher se confirma. Mas se feita entre homens brancos e mulheres negras, a ciência médica é contrariada.

O TODOS não se impõe em sociedades racistas como o Brasil. A discriminação promove a quebra de paradigma. Aqui, mulheres negras derramam muito mais sangue. E não é daquele tipo que as faz viver muito mais.
Em homenagem a essas mulheres de pulso forte, a música "Na veia da Nêga", de Luciana Mello.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Elas são de todas as cores

Foto: Divulgação
Ultrapassando barreiras, e olha que há um tempo atrás não podiam nem usar calças, hoje algumas delas entram na política e não fazem feio. Segundo dados preliminares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres totalizam 51,7% dos 130 milhões de eleitores aptos a votar nas próximas eleições.

É, realmente muita coisa mudou de um tempo pra cá. Atualmente as mulheres vem entrando na política cada vez mais e de conquistando o espaço de representantes sociais, mas aí, tenho que convir, elas ainda são minoria. Isso talvez seja consequência de um machismo enraizado onde “Política não é coisa pra mulher”.

Não podemos deixar de levar em consideração também tensões existentes na tentativa de conciliar a carreira política e a vida familiar, indicam que a “dicotomia entre público e privado, temática tão cara ao discurso feminista, tem servido como um instrumento importante de análise, é um ponto central com o qual as mulheres se defrontam no cotidiano.

Desonrada

Foto: Divulgação
Mukhtar Mai viveu uma das mais chocantes histórias de violência contra a mulher. Ela foi condenada pela Jirga, a corte tribal, de Meerwala, em junho de 2002, a ser estuprada coletivamente. Seu crime? Nenhum! Seu irmão mais novo, então com 12 anos, estaria se encontrando com uma jovem de uma tribo de casta “superior”. Ofendidas, os membros da tal casta exigiram, como vingança pelo “ataque à honra”, que Mai fosse estuprada.

Ela foi condenada pelo Conselho Tribal e estuprada sucessivamente por quatro homens, enquanto gritava por misericórdia aos 200 homens que testemunhavam a violência. Depois foi obrigada a desfilar nua até a sua casa.

Foto: Divulgação
Recusando-se a ficar em silêncio, ela enfrentou o código tribal. Foi à Justiça comum do país pedindo punição de todos. Em 2004, eles foram condenados e ela recebeu uma indenização. Com o dinheiro, abriu uma escola. Mai nunca teve permissão para estudar. Afirmou na BBC News que “A escola é o primeiro passo para mudar o mundo. Em geral, o primeiro passo é o que dá mais trabalho, mas é o começo do progresso”.

O nome e a história de Mai correm o mundo. Ela virou símbolo da luta pelas mulheres, contra a barbárie e pelos direitos humanos. É admirada, respeitada e apoiada. Não fosse sua determinação de não se calar, seria mais um caso de abuso contra a mulher, num lugar tolerado pelo mundo com a desculpa de que essa é a cultura local ou a lei religiosa.

Mukhtar lançou o livro “Desonrada”, em que conta, no texto escrito por uma jornalista, seu caso dramático, repulsivo e, infelizmente, comum.

Assista ao vídeo Submissão, as mulheres no Islã, que relata o drama das mulheres mulçumanas.

Submissão, as mulheres no islã

O cineasta Theo Van Gogh foi assassinado por causa desse filme. Um mulçumano o degolou e lhe cravou no peito uma carta em que anunciava sua próxima vítima: Ayaan Hirsi Ali, a mulher que fez, ao lado de Theo, o filme Submissão. Ela vem sofrendo ameaças. É autora do livro “Infiel”, onde relata a sua história.

Post relacionado: Desonrada

Assista ao vídeo:

Se joga perua!

Foto: Divulgação

Alguns deles gostam realmente de parecer com elas, então capricham no aplique, arrasam na maquiagem, turbinam os seios e se jogam na night.

Com um jeito descontraído, eles ou melhor, elas, driblam o preconceito sem perder o auto-astral. Ousadia? Sinônimo de diversão e assim é possível pintar o mundo cor de rosa. É isso mesmo que você está pensando, homens vestidos de mulheres.

Conversando com uns amigos meus gays que se montam, percebi que nem tudo é sempre festa, eles temem o preconceito sim, mas enfrentam da maneira que mais gostam, com felicidade contagiante por estar causando repercussão, é quando geralmente falam uns pros outros o que eles chamam grito de guerra: “-se joga perua”

Pedofilia protegida pela ideologia e religião

A liberdade cultural e de pensamento diz respeito a si mesmo (a), quando você já tem condições de decidir o que é quer para si. Liberdade não é impor, a quem não tem condições de escolher, uma vida pré-determinada

Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinha menos de dez anos.

Grandes dignatários muçulmanos, incluindo Mahmud Zahar, um líder do Hamas foram pessoalmente cumprimentar os casais. "Nós estamos felizes em dizer a América que vocês não podem nos negar alegria e felicidade", falou Zahar, aos noivos vestidos em ternos pretos idênticos e pertencentes ao vizinho campo de refugiados de Jabalia.

Cada noivo recebeu 500 dólares de presente do Hamas. As garotas na pré-puberdade, que estavam vestidas de branco e maquiadas, receberam bouquets de noiva.

As fotos do casamento relatam o resto desta história sórdida. Tudo com a devida autorização da lei do islamismo radical.


O Centro Internacional Para Pesquisas Sobre Mulheres estima que existem 51 milhões de noivas infantis vivendo no planeta e quase todas em países muçulmanos.

Quase 30% destas pequenas noivas apanham regularmente e são molestadas por seus maridos no Egito; mais de 26% sofrem abuso similar na Jordânia.

Todo ano, três milhões de garotas muçulmanas são submetidas a mutilações genitais, de acordo com a UNICEF
.



Carros de luxo, enquanto meninas são tratadas como lixo

O que não volta mais...

Foto: Divulgação

Desenvolvimento da sexualidade feminina precoce: A culpa é de quem?

De acordo com dados do Ministério da Saúde, de 1996 a 2006 o percentual de garotas que perderam a virgindade até os 15 anos saltou de 11% para 33%. Nesta mesma faixa, 47% dos meninos já tiveram sua iniciação.

Acontece que essa curiosidade pelo novo pode trazer graves conseqüências para as meninas, como: perca de infância , não ter prazer (e se cobrar por isso), associar o sexo a algo errado e ruim, a gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis e dificuldades de relacionamento.

Não é possível apontar um responsável pela sexualidade precoce das novas gerações. Muito eleger culpados. Mas há fatores que levaram a esse quadro como, por exemplo, a vulgarização do sexo nas letras de algumas músicas, programas televisivos e também a dificuldade dos pais em impor limites aos filhos e dialogar com eles sobre sexualidade.

Frescura de mulher

Foto: Divulgação
Vaidosas, adoram se emperiquitar, porque pra elas sair sem salto é como sair despidas.

Mas, por que essa vaidade toda? Há quem diga que as mulheres são assim para provocar os homens e há quem diga ainda que na verdade elas gostam é de competir entre si. Entretanto, muitas afirmam que na verdade só querem sentir- se bem consigo mesmas.

Apesar de nem todas as mulheres serem exageradamente vaidosas, podemos dizer que a maioria de fato é, pelo menos é o que indica a pesquisa realizada pelo site vida minha que trata exclusivamente da mulher. De onde surgiu essa necessidade de estar sempre na moda?

A moda é o que caracteriza o fenômeno sócio-cultural que expressa os valores da sociedade hábitos e costumes. Surgiu da necessidade que o homem da pré-história tinha de se proteger do frio. Mas a mera necessidade de se cobrir para combater o frio tornou-se um aspecto cultural e febre entre a maioria das mulheres.


O aborto dos outros

“ [...] direitistas defendem o direito do feto à vida, porque é sagrada, e o direito do Estado de matá-lo se ele der errado.”
(Luis Fernando Veríssimo)


O vídeo “O Aborto dos outros” retrata a maternidade em seu ponto limite. Percorre situações de aborto em hospitais públicos que atendem mulheres vítimas de estupro, casos de má-formação fetal e vítimas de abortos clandestinos. O filme mostra os efeitos perversos da criminalização para as mulheres e aponta a necessidade de revisão da lei brasileira.
Leia mais: Aborto. Uma questão de saúde pública

Assista ao vídeo:

Poucas, loucas e metade da humanidade.

O movimento de mulheres defende um mundo mais justo para todos e todas. No Brasil, a própria licença paternidade foi uma conquista do movimento de mulheres e não dos homens, mas para eles.

Muitos dizem que somos poucas e loucas quando lutamos por valores éticos, igualdade de direitos e respeito às diferenças. Mas na verdade, somos metade da humanidade e comprovamos que podemos transformar o poder.

No vídeo, a luta das mulheres que um belo dia resolveram mudar o mundo. É muito bom perceber quanta coisa aconteceu.

Assista ao vídeo:
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Mulheres. Mais empregos. Menores salários

Foto: Candice Machado
Por que as mulheres não têm as mesmas oportunidades que os homens no mercado de trabalho? Elas têm. Apenas ganham menos que os homens.

Através do estudo realizado pelo Instituto Catho, pode-se notar que a diferença entre os salários de homens e mulheres vem crescendo nos últimos anos. No ano de 2005, essa diferença era aproximadamente 52% a mais para o salário dos homens. Em junho de 2007, essa diferença subiu para 75,38%, no geral.

Foto: Divulgação
Analisando essa diferença, no mesmo período, em diferentes cargos, nota-se que houve um aumento da diferença entre salários, principalmente para os cargos mais elevados, como diretorias (aproximadamente de 20%).
Para os cargos de trainee, estagiários e operacionais, houve uma queda na diferença salarial quando se compara os anos de 2005 e 2007. Apesar dessa diminuição, a classe referente aos operacionais tem uma diferença de 45,59%, a maior diferença entre os níveis hierárquicos.

A luta agora não pela inserção no mercado, mas por respeito às profissionais.

Veja abaixo os dados da pesquisa (Fonte: Pesquisa Salarial Catho):

Mulheres em pauta

Foto: Divulgação
No Chile, as eleições presidenciais estão previstas para o próximo 13 de dezembro e são muitas as demandas vindas dos setores da sociedade para os candidatos à presidência.

Preocupadas com a inserção de políticas públicas voltadas para as mulheres na próxima gestão, o Observatório de Gênero e Equidade realizou o "Fórum Cidadão: os candidatos e seus compromissos com as mulheres", onde foi possível apresentar demandas junto aos presidenciáveis.

Um belo exemplo a ser seguido aqui, no Brasil, onde as eleições presidenciais acontecem em 2010. Ou seja, é tempo de “pré-eleição”. Partidos e candidatos já estão se articulando e as demandas dos movimentos de mulheres deveriam ser pautadas.

Saiba mais sobre o Observatório Género y Equidad.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Aborto. Uma questão de saúde pública.

Foto: Divulgação
No Brasil, o aborto é considerado crime, mas ainda assim, é praticado. Clínicas clandestinas e métodos caseiros inseguros são a realidade de muitas mulheres. E, em sua maioria, mulheres pobres. Segundo pesquisa realizada pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) no ano 2000 (que utilizou o método de urna, garantindo sigilo às mulheres e, conseqüentemente, qualidade da informação) 3,7 milhões de brasileiras, entre 15 e 49 anos, já induziram aborto.

Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, só no Ceará, no ano de 2008, foram registrados mais de 25 mil e 300 internações de adolescentes, entre 10 e 19 anos, em decorrência de partos e abortamentos. Elas chegam com hemorragias e infecções, decorrentes dos métodos abortivos inseguros, que às vezes levam a morte.

“Não contei pros meus pais, a gente é católico, eles iam me matar. Fui logo numa clinica que minha amiga conhecia, mas era muito caro, quase dois mil. Ai, soube do citotec e tomei. Tive muita dor e comecei a sangrar muito. Fui pro pronto-socorro”, conta Ana*, empregada doméstica, hoje com 21 anos.

Métodos, como esse utilizado por Ana, provocam dores mais fortes do que as de um aborto natural. Além de, em alguns casos, induzir a ruptura do útero, ou deixar restos fetais (que deveriam ter sido removidos por curetagem no hospital) fazendo com que pus se acumule, invadindo a corrente circulatória da gestante. Isto é conhecido pelo nome de septicemia e é a causa de muitos dos óbitos dessas mulheres.

Para Maria*, professora universitária, 32 anos, o processo foi mais tranqüilo. Apesar de ter sido feito em uma clínica clandestina, sua condição financeira permitiu uma melhor assistência. “O médico viu o ultra-som, fez um exame de toque, marcou o dia e pediu que eu voltasse com 2 mil, em dinheiro. Uma semana depois fui ao local. Só lembro de tomar anestesia e apagar. Acordei sonolenta, com a curetagem feita. Tive um sangramento, o que, segundo o médico, era normal. Melhorei uma semana depois. Tive medo que minha família descobrisse, mas ninguém soube. Depois de alguns meses, comecei a trabalhar e viver a vida normalmente.”

Foto: Divulgação
Mas a cultura da condenação e criminalização do aborto gera uma dor ainda maior em muitas mulheres. “O pior foi o sentimento de culpa. Fiquei tão mal que perdi o colégio e acabei com meu namorado, a gente tava junto há um ano. Sonhava toda noite com bebês.” Lembra Ana.

Já Maria, encara a situação de forma diferente. “Acho que essa deve ser uma decisão da mulher, que é quem realmente sofre as conseqüências de ter um bebê na hora errada. Hoje estou casada há 3 anos, com o meu namorado na época. Pensamos em ter filhos, mas não agora. Ainda estamos aproveitando a vida a dois. Às vezes, penso no que teria acontecido se eu tivesse mantido a gravidez, mas sem culpa. Acredito que fiz o que era certo. Não me arrependo por não ter trazido ao mundo um bebê no momento errado.”

Em nosso continente há uma recente experiência de legalização do aborto. No México a lei descriminalizou o aborto até doze semanas de gestação. Os resultados são positivos para as mulheres, em especial, as mais carentes. Não se vêem internações decorrentes de manobras abortivas perigosas. A lei beneficia também a sociedade e ao Estado. Menos complicações médicas (geralmente mais custosas que o aborto) e menos abandonos de recém-nascidos.

No Brasil, sendo o aborto ilegal e conseqüentemente clandestino, os órgãos de saúde não têm controle algum. As únicas estatísticas são do número de mulheres que conseguem chegar ao SUS. Se fosse legalizado, se tornaria visível e aí teríamos dados para analisar as questões sociais que cercam o problema. Além disso, seria possível promover campanhas e programas de educação sexual e métodos contraceptivos para reduzir os abortamentos no país.
Veja mais: vídeo "O aborto os outros"

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Tomai & Bebei Chá com Poesia

Poema "Xícara". De Fábio Sexugi
"Há homens que têm patroa.
Há homens que têm mulher.
E há mulheres que escolhem o que querem ser."

Sentar-se a mesa para sorver goles de infinitude da vida. É a proposta do Chá com Poesia, um evento poético e musical, aberto a toda a população, com chá, lanche fraterno, bate-papo e literatura. O encontro será sábado, dia 07.

Acontece sempre no 1º SABÁDO de cada mês, das 16 às 18 h, no Espaço Cultural Templo da Poesia.

O lanche fraterno e a poesia são compartilhados por todos. Por isso não esqueça de carregar uma comidinha e um poeminha na bolsa. O alimento do corpo e da alma

MAIS INFORMAÇÕES:
Templo da Poesia - Rua Barão de Aratanha, 201 Centro (esquina com Meton de Alencar).
Nilze Costa e Silva: 86438887 ou 3241.02.01
Ítalo Rovere: 88554289
Reginaldo Figueiredo: 86034105
Carlos Amaro: 86596809
Luana Oliveira 87598272

E se eu quiser chorar?

Foto: Divulgação

Por que as mulheres são mais sensíveis que os homens? Historicamente desfavorecida, historicamente mais sensível, pelo menos é o que prova os estudos relacionados à mulher. Essa mulher que muitas vezes tem jornadas duplas, triplas, intermináveis. Trabalham em casa, na rua e ainda cuidam de si.

Na Bíblia a imagem simbólica da mulher, Eva ou Maria, esta sujeita a superioridade do homem e a sua inferioridade e submissão, muito comum nas escrituras sagradas tanto para judeus quanto para cristãos. Podemos dizer então que isso é enraizado socialmente, o que muitas vezes leva ao femicídio.

Um exemplo claro disso é o da Santa Inquisição, que foi responsável pela morte de aproximadamente meio milhão de pessoas, e destas, 82% eram mulheres acusadas de bruxaria. A mulher, historicamente carrega em si mais responsabilidade, e é fato que quase nunca é reconhecida.

Mulheres e homens ocupando o mesmo cargo, trabalhando, em teoria, igualmente. Mas, na ora de receber o salário, a diferença é explicita. Esse é o caso de Roberta, há 15 anos funcionária de um grupo de lojas, gerente de uma dessas lojas e Mateus, que ocupa o cargo Roberta e recebe 500,00 a mais que ela, por que? Só Deus sabe.